Quando gigantes da tecnologia montam centros de dados para inteligência artificial, compram enormes quantidades de memória — o componente que guarda informações enquanto o processador trabalha. As fábricas são as mesmas que abastecem os celulares. Com a IA pagando mais, a memória para smartphones fica escassa e cara.
O que dizem os números
Segundo a consultoria TrendForce, em relatório de 30 de setembro de 2026:
- os fabricantes continuam priorizando memória para servidores de IA, que dá mais lucro, deixando a memória de celulares em falta;
- o preço da memória DRAM convencional deve subir de 10% a 15% no quarto trimestre de 2026, em relação ao trimestre anterior;
- a alta na memória de celulares continua, embora em ritmo menor, porque já subiu muito antes;
- o custo maior e o fim dos estoques baratos já pesam na produção de smartphones.
O efeito no bolso
No Brasil, a Samsung reajustou celulares da linha Galaxy A. Segundo o Tecnoblog e o Estadão, o Galaxy A07 4G de 256 GB passou de R$ 1.099 para R$ 2.299 na loja oficial — alta de 109%. A versão de entrada do A07, lançada por R$ 899, foi para R$ 1.299.
Fontes: Tecnoblog e Estadão.
E o próximo topo de linha?
Vazamentos indicam que a Samsung pode antecipar o Galaxy S27 para o início de 2027, com memórias mais modernas e, possivelmente, preço maior. A empresa não confirmou data nem preço.
O que fazer
- Precisa trocar de celular? Esperar não deve trazer preço menor tão cedo. Promoções como a Black Friday (27/11) podem ser uma boa janela.
- Pode esperar? Trocar a bateria e manter o sistema atualizado prolonga a vida do aparelho atual.
- Compare a ficha técnica: com a memória cara, fabricantes podem lançar modelos com menos memória pelo mesmo preço.
Fontes: TrendForce; Tecnoblog; Estadão.



